01/06/2016

Resenha: Guerra do Velho - John Scalzi

Título: Guerra do Velho
Autor: John Scalzi
Editora: Aleph
Onde comprar: Americanas
Sinopse: A humanidade finalmente chegou à era das viagens interestelares. A má notícia é que há poucos planetas habitáveis disponíveis - e muitos alienígenas lutando por eles. Para proteger a Terra e também conquistar novos territórios, a raça humana conta com tecnologias inovadoras e com a habilidade e a disposição das FCD - Forças Coloniais de Defesa. Mas, para se alistar, é necessário ter mais de 75 anos. John Perry vai aceitar esse desafio, e ele tem apenas uma vaga ideia do que pode esperar.
Resenha
No meu aniversário de 75 anos eu fiz duas coisas: visitei o túmulo da minha esposa, depois entrei para o exército. 

Preciso começar elogiando essa arte de capa e a edição como um todo. Editora Aleph, como sempre, mandando ver e deixando os leitores apaixonados e babando pelos seus livros. O debute de Scalzi no Brasil não poderia ter sido em melhor estilo. Essa arte tá linda, concisa e muito a ver com o livro. A revisão tá ótima, os detalhes típicos da Aleph a partir de 2015 se mantém aqui. Não sei sobre a tradução porque esse eu não cheguei a ler em inglês, mas alguns amigos blogueiros falaram muito bem. Desde que a Aleph anunciou que iria lançá-lo fiquei doida pra ler. A propaganda em cima dele foi forte e um pessoal que já tinha lido falava muito bem. O fato do Scalzi ser um vencedor de Hugo Awards foi apenas mais um contribuinte.


Guerra do Velho, o primeiro livro de uma série de 6 (sim, se for ler esse, há uma necessidade de comprometimento) acompanha John Perry em sua jornada para se tornar um soldado das Forças Coloniais de Defesa. Nesse mundo futurístico há colônias humanas espalhadas pela galáxia que precisam ser protegidas contra alienígenas. Essas colônias são povoadas pela população dos países de ''terceiro mundo'' e os soldados são formados por idosos a partir dos 75 anos. Como idosos tornam-se soldados? Esse é o mistério que as FCD não querem que os terráqueos descubram de forma alguma. Todo o início do livro é voltado para esse mistério, fazendo você se entregar totalmente à leitura, ávido por descobrir como diacho isso acontece. 

Kitzinho que recebi da Aleph <3


A narrativa é rapida e intensa. Não demora a chegar nas partes emocionantes. Na verdade, já começa bem interessante e vai melhorando a cada capítulo. Já no primeiro o Perry se alista, nos próximos ele viaja para chegar ao local onde descobrirá o segredo da União Colonial (uma espécia de governo totalmente independente da Terra, que se responsabiliza pela defesa das colônias humanas). No caminho ele conhece personagens secundários que ajudarão a dar tanto profundidade quanto leveza à trama. Isso é um diferencial do Scalzi: ele fez uma space opera contemporânea crivelmente futurística, compreensível e divertida. Apesar de ser uma ficção científica, não tem um texto pesado como as narrativas do Phillip Dick. Guerra do Velho é um livro maravilhosamente fácil de ler. 



Acompanhamos Perry nos treinamentos para combate e essa é parte mais eletrizante do livro. Durante esse período, descobrimos tudo sobre como os idosos tornam-se soldados e porquê e quem as colônias estão ameaçados. Existem diversas classes de alienígenas e algumas delas são tão tecnológicas quanto os humanos. Algumas, até mais. Senti falta de um maior aprofundamento dos personagens. Eles ficaram um tanto quanto rasos, apesar da trama compensar isso. Outro ponto diferente do Scalzi: acho que essa é a primeira sci-fi que eu leio que é escrita em primeira pessoa. E, obviamente, isso ajudou ainda mais na fluidez do texto. 


Esse é um dos motivos pelos quais a FCD seleciona idosos para se tornarem soldados. Não é porque vocês estão todos aposentados e são um peso na economia. É também porque vocês viveram o bastante para saber que há mais na vida do que a própria vida.

Como toda boa sci-fi, Guerra do Velho também tem elementos de crítica à sociedade e momentos que fazem você dar uma leve viajada filosófica. É bem menos potente do que nas obras já consagradas, mas cumpre com a agenda do estilo literário. O segundo livro promete ser voltado a um grupo meio mistério e fodão: a Brigada Fantasma. Esse é, aliás, o título da sequência. Apesar de eu ter andado com preguiça de séries, Scalzi me jogou totalmente no mundo dele e eu não pretendo sair.

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4 comentários:

  1. Oiii, tudo bem?
    Fiquei amando a sua resenha, este é um gênero de livro que não costumo muito a ler, mas de certeza maneira me pegou de uma jeito que quero ler. Adorei as fotos que tirou.
    Beijinhos

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  2. Eu tenho o volume e estava super afim de ler, mas quando soube que era uma série, acabei dando uma freada na leitura, e prefiro esperar que o próximo volume saia.
    Bjs, Rose.

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  3. Oi!
    Amei a resenha e já quero este livro.

    Beijos!
    http://colecionadoresdelivross.blogspot.com.br/

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  4. Olá a resenha ficou show, mas confesso que não sou ligada a essa temática e acredito que não chegarei a conferir essa leitura. Mesmo assim parece ser interessante para aqueles que gostam do gênero.

    Abraços

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