01/07/2016

Cinema: Independence Day - O Ressurgimento


E depois de 20 anos, estamos cá de volta na luta pela sobrevivência da humanidade com a sequência de um clássico do cinema: Independence Day. Fui conferir e, apesar dos pesares, adorei. E vou contar por quê.



20 anos depois dos eventos do filme anterior, temos uma nova geração de heróis misturadas (ainda bem) ao elenco principal. Jogada ótima, importante e que promoveu aquela nostalgia necessária a uma sequência vinda depois de tanto tempo. Provavelmente por questões orçamentárias não temos Capitão Steven (Will Smith) no cast, já que o salário dele poderia quebrar as pernas do filme. Ele é rapidamente mencionado, só pra explicar sua ausência, numa desculpa que achei cabulosamente ridícula. Mas prossigamos. 

Li algumas resenhas sobre o filme, algumas delas com opiniões bem ruinzinhas e dessas eu discordo totalmente. Independence day precisa ser apreciado como ficção científica surreal, voltada ao entretenimento e não ao conhecimento (como Interestelar). Portanto, para não ter uma má opinião e aproveitar totalmente o filme, desligue o botão crítico do cérebro e divirta-se.



No início, temos uns vislumbres dos sonhos de Thomas (Bill Pullman), o presidente da época do primeiro ataque. Depois somos apresentados ao elenco jovem formado por Jake (Liam Hemsworth), sua noiva Patty (Maika Monroe) que é filha do ex presidente (e durante muito tempo achei que a personagem dela só tava no filme pela necessidade da ligação entre o Jake, o Thomas e o David), ao Dylan (Jessie Usher) crescido, filho do Steven (personagem do Will) e todo o resto de pilotos dos caças. Desse elenco jovem, é inegável que o Liam carrega a galera nas costas.



Temos o retorno de Jeff Goldblum no papel de David, o cientista que acompanha o capitão Steven no primeiro filme e do cientista que todo mundo achava que tinha morrido, o Dr. Okun (Brent Spiner), mas que tava na verdade em coma. Já sentiram qual a importância dele, né?


Olha ele aí, vivinho da Silva.

Well... depois desses 20 anos em paz (dos quais nada do que aconteceu durante é explicado), os humanos desenvolveram suas armas com tecnologia alien e exploram luas. Numa dessas explorações, uma nova nave alienígena é detectada e destruída pela central humana da lua. David e Thomas tentam avisar que aquela nave, aqueles alienígenas, eram diferentes dos que atacaram antes, mas que os antigos inimigos estavam retornando. E não demoram muito para aparecer com a nave mais moda-fuca-gigantesca-das-galáxias. E aí, com os antigos personagens tomando as rédeas da história (e um leve apoio dos jovens) desenrola-se uma narrativa divertida, corrida, eletrizante e... previsível. Sim, em uns 20 minutos eu saquei tudo do filme. Como eu falei, não dá pra assistir com o cérebro no mode on. O Ressurgimento utiliza muito bem todos os pontos de acerto do clássico, sem extrapolar, nem dar nada muito novo. Temos um adicional à trama que é fácil de sacar (se você é daqueles bons de enredos hollywoodianos), mas mesmo assim não deixa de ser legal. É isso que leva a narrativa até o final e apesar de pouco, é um bom motivo. 

As cenas de ação são muito bem feitas (e se você vir em 3D, tem um quê a mais), mas não são muito diferentes das antigas, o que é um tanto decepcionante, já que a tecnologia cresceu tanto. A sequência da chegada da nave gigante é chocante e chacoalhou meu bom senso até pra uma sci-fi, mas é interessante e visualmente bacana. 




Os diálogos são rasos e tudo segue a velha história do herói americano. Mas como eu gostei do anterior, não teria como não gostar desse só por causa disso. 

Não espere muito dos personagens novos. Eles tem muito pouco tempo para sempre explorados. Uma das histórias que foram jogadas é que Jake e Dylan se odeiam, mas nunca contam o que diabo foi que o Jake fez contra o Dylan. Ficou perdido no meio da história. Eles se odiavam, depois não mais. E a trama deles não fazia o mínimo sentido. Dylan recebeu o cargo de líder dos pilotos pura e simplesmente por ser filho do Capitão Steven. Aliás, não sei porque não chamara o Ross Bagley para refazer seu papel no filme (Dylan).

Um parabéns pela representatividade no grupo de pilotos. Temos homens e mulheres, negros, brancos, latinos e asiáticos.


Já os personagens antigos tem seus intérpretes MUITO confortáveis em seus papéis e estes entregam ótimas atuações dentro dessa trama limitada. Então, todo o apego com o filme fica a cargo dos efeitos especiais, a nostalgia e o elemento surpresa ou não  novo. Não notei muito bem a trilha sonora, então creio que essa deixou a desejar. A fotografia tá lá, bem feita, do mesmo jeito que o anterior.

O final do filme dá o gancho necessário para um terceiro que certamente virá e o diálogo me deixou extremamente preocupada. Quem assistir o filme, por favor, vem falar comigo. Não é possível que mais ninguém tenha visto o perigo no conhecimento daquela navezinha. 

Enfim, Independence Day - O ressurgimento, é um filme que acerta em tudo que já havia dado certo, não arriscando ir muito além disso, e acabou sendo de nível mais baixo que o anterior, previsível e até esquecível, mas eu me diverti. 



¯\_(ツ)_/¯

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