24/03/2017

Temporada de Romances de Época: Os Bridgertons



Oi leitores queridos!

Em comemoração ao iminente Encontro de Fãs de Romances de Época da Arqueiro decidi fazer posts para nos deixar no clima. Vai ser assim: vou falar um pouco sobre cada série de RE dessa editora puro amor e fazer resenhas especiais dos lançamentos do ano que já li (se não der tempo de fazer até o dia do encontro, Abril todo será usado para isso). Vamos rever nossas histórias já amadas e ficar ansiosos pelas próximas? 


Vamos por ordem de lançamentos e depois farei um post mostrando em quais livros acontecem cada segundo epílogo do livro 9. 

No livro de estreia da série que se tornou uma das mais amadas do gênero, é contada a história de Daphne, quarta irmã na linhagem dos Bridgertons, uma família comandada amorosamente pela viscondessa Violet. Esta teve oito filhos e os nomeou em ordem alfabética. Nesta trama Simon, o Duque de Hastings e grande amigo de escola de Anthony, irmão mais velho de Daphne, chega de viagem e quer evitar as mães casadouras da Inglaterra. Já Daphne quer muito arranjar um marido e amor, mas é considerada sempre uma amiga por todos. Até que faz um acordo com Simon que consistia em ele fingir estar interessado nela, conseguindo sossego das mães e agregando valor à Daphne para os outros solteiros cobiçados. Nem preciso dizer que essa aproximação gera algo mais, né? Temos também a personagem misteriorisa Lady Whistledown, a fofoqueira mais ilustre da alta sociedade, que aparentemente sabia tudo sobre todos, tem um especial apego pela família Bridgerton e irá fazer da corte de Simon a Daphne o seu maior assunto. Com passagens muito divertidas e sensuais, Julia Quinn nos entrega uma linda história sobre um garota gago rejeitado pelo pai orgulhoso e uma garota meiga que só queria continuar a ter uma família grande e feliz. 

Esse é um dos meus favoritos e o Simon é meu crush até hoje. Haha.  


O segundo livro da série acontece poucos anos após os eventos de O Duque e Eu e conta a história do primogênito Bridgerton e detentor do título de visconde. Como tal, Anthony acha que já está na hora de encontrar uma esposa e assumir todas as responsabilidades que vêm com o título e todas as irmãs que ainda precisam casar. Só que tem um problema: ele era muito apegado ao pai e achar que irá morrer com a mesma idade que este se fora. Então ele quer encontrar alguém bonita e que mereça o título que irá carregar, que irá ajudá-lo em suas tarefas, mas alguém por quem ele nunca irá se apaixonar e vice-versa. Ele quer um casamento por conveniência. E ele encontra isso na estrela da temporada, a linda e jovem Edwina Sheffield, irmã de criação de Kate. Esta última terá alguns embates com Anthony - o qual ela considerado um libertino desqualificado para sua irmã -  acabando por tornar-se alvo de brincadeiras. As quais ela não deixará barato. E com isso Anthony e Kate estarão cada vez mais próximos, dando a ele o medo de acontecer justamente o que tentava evitar. Nesse livro é introduzido o Pall Mall, um jogo tradicional dos irmãos Bridgertons do qual ninguém entendeu as regras e se um dia elas existiram foram totalmente deturpadas pela falta de esportividade dos irmãos, que com sua competitividade exagerada fizeram deste jogo o mais estranho e ilário de todos. 

O terceiro livro dos Bridgertons conta a história do segundo irmão, Benedict, e é um reconto da história de Cinderela.
Sophie foi criada como pupila por seu orgulhoso pai, um conde que não conseguia admitir ter tido uma bastarda. Apesar disso, ela foi criada com muito amor pelos serviçais da casa e assim foi durante muitos anos, até que o conde decidiu se casar. Sua madrasta deixa perfeitamente claro que não a tolera assim que chega na casa e proibe suas filhas de tratá-la com dignidade. Assim que o conde morre, Sophie é relegada ao posto de criada e é constantemente hostilizada pela madrasta e sua filha mais velha, porém Posy, a filha mais nova, não demonstra a mesma inclinação maléfica das outras. Sophie cresce com o sonho de ir embora e fazer parte da sociedade londrina e um dia, quando vem o convite para o baile de máscaras dos Bridgertons, as criadas arrumam um jeito de levá-la até lá, perfeitamente disfarçada como dama da sociedade. Benedict sente a presença de Sophie assim que ela chega no baile e toma a atenção dela para si, mesmo sem saber quem ela é. Depois de uma bonita noite juntos, um desejo e algo mais que ambos não conseguem explicar acontece, mas o encantamento acaba à meia-noite, quando Sophie precisa ir embora antes que sua madrasta chegue em casa. No dia seguinte, quando Benedict corre por Londres atrás de sua dama misteriosa, ele chega à casa de Sophie, a qual é escondida por sua madrasta e expulsa de casa assim que Benedict sai. Anos irã se passar sem que Benedict consiga se conectar com mais ninguém, até que encontra Sophie numa situação bastante perigosa, mas não a reconhece. 

Esse é o meu livro favorito da série. Achei muito amorzinho e Benedict, apesar de aparecer pouco nos livros anteriores, é um ótimo protagonista, assim como Sophie, que demonstrou o que é ser uma verdadeira Cinderela. Dois personagens fortes que tiveram uma das melhores histórias. Gostei também de Posy, que assim como Jacqueline de Para Sempre Cinderela, é a irmã que prova que mesmo com uma mãe ruim, pode-se ser uma boa pessoa. 

No quarto livro da série, temos finalmente a história do mais amado irmão Bridgerton, o maravilhoso Colin. Ele não é o irmão que eu mais gosto, mas parece sem convenção geral dos leitores da série o Colin é o mais atraente e interessante dos irmãos. Eu prefiro o Benedict.

Penelope Featherington é a terceira irmã do trio mais zoado pela sociedade londrina, incentivados pelos folhetos de Lady Whistledown. É também a melhor amiga de Eloise, quinta irmã Bridgerton e é secretamente apaixonada por Colin desde a infância. Por anos ela o viu indo e voltando para Londres, sempre com outras garotas e esquivando-se dela, até um dia realmente ouví-lo dizendo ''Jamais me casarei com Penelope''. Com o passar do anos e o título de solteirona, Penelope aprendeu a lidar com as gozações e a parecer não se importar, mas é claro que essa frase vinda dele doeu. Mas agora Penelope era uma mulher feita, despida das afetações de uma senhorita tentando arrumar um marido, com um senso de humor agradável e muito melhor aparência. Colin irá notar isso, é claro. Ele vai tentar estar cada vez mais tempo ao lado dela, até descobrir o maior segredo de Penelope.

Achei o Colin um péssimo protagonista, apesar de ser um ótimo coadjuvante, - por isso que as pessoas apaixonaram-se por ele nos outros livros - mas Penelope foi uma grande surpresa para mim. Acho que tomar chá de cadeira forma a personalidade. Um dos melhores livros da série com certeza, especialmente pelo segredo que é revelado nele.


Eloise era considerada uma das solteiras mais cobiçadas, especialmente por ser uma Bridgerton e ter a beleza da família. Mas ela é exigente e foi rejeitando pedido a pedido com o passar dos anos. Aceitou de bom grado o título de solteirona, se isso significava não ter que se casar com qualquer caça-dotes ou boboca da sociedade. Até que um dia começar a corresponder-se com Sir Phillip, o viúvo de uma prima distante. Eloise gosta muito de escrever e o homem continuava respondendo-lhe. Mantiveram uma boa conversa durante um ano, até que ele a convida para visitar sua casa. Eloise decide então ir sem avisar sua família, afinal, não queria que ninguém pensasse que estava indo atrás de um marido - e estava.
Sir Phillip era o viúvo de Marina, uma mulher que não teve nenhum dia realmente feliz em sua vida. Estava acostumado a achar-se insuficiente e tinha problemas para criar seus filhos gêmeos. Ele sabia que precisava de ajuda e esta viria na forma de uma esposa. Mas quem ela seria? A resposta veio na forma de uma carta de uma senhorita que aparentava ser muito inteligente e - claro - vivaz. Ele então decide conhecer Eloise e, com sorte, desposá-la. Isso se ela fosse menos problemática que sua última esposa.

Novamente temos aqui uma irmã Bridgerton que é ótima coadjuvante, mas acabou não sendo uma protagonista muito empática. Ela é sim um amor de pessoa, e como toda personagem da Julia Quinn, é bem construída, mas a trama foi um pouquinho parada. Essa história ocorre pouquíssimo tempo depois do quarto livro.

Francesca, a irmã mais afastada dos Bridgertons, é a protagonista do sexto livro. Ela casou-se muito cedo com seu amado John, mas mais cedo ainda tornou-se viúva. E, para completar sua infelicidade, jamais teve um fruto do seu amor com John, perdendo assim o condado em prol de Michael Stirling, o amado primo de seu falecido marido.
Michael era praticamente um irmão para John e sua morte causou tanta dor a ele quanto a Francesca, especialmente porque ele a amava desde a primeira vez que a vira. E por isso, sentia culpa. Achava que pudesse, de alguma forma, ter atraído isto ao primo. De qualquer forma, ele percebia que ela agora estava livre para ser dele. Em um momento importante, Francesca passa a também vê-lo com outros olhos.  Mas a culpa iria deixá-los tentar viver esse amor?
Esse é um dos romances mais lentos da série, porém muito delicado devido aos temas abordados. Dá um novo frescor à série, trazendo um conteúdo diferente e muito legal. Aqui Quin ensina que a vida não é tão má assim e que há um final feliz esperando por nós: basta estar aberto a ele.


O sétimo livro conta a história de Hyacinth, a mais nova e impertinente dos Bridgertons. Toda a sociedade tem a mesma opinião sobre B. de cabelos vermelhos: ela é inteligente e sincera demais para o bem de todos. É basicamente uma versão mais afetada e menos agradável de Eloise. E como não poderia ser diferente, é amiga de Lady Danbury, uma senhora tão impertinente quanto ela, mas muito respeitada pela sociedade. A velha senhora, por sua vez, é avó de Gareth St. Clair, o único homem com qual Hyacinth já ficou sem fala ou nervosa. E ela encara isso como um desafio pessoal.
Gareth herdou o título de seu irmão, quando este faleceu cedo demais. Seu irmão mais velho era o mais querido por seu pai e após a morte de seu filho amado, Gareth passou a ser ainda mais hostilizado pelo pai, que mal o olhava e fazia questão de envergonhá-lo em qualquer lugar que se encontrassem. Por isso ele tentava fazer tudo que podia para provar ao seu pai que era digno e poderoso. E assim que seu pai diz que ele jamais conseguiria casar com Hyacinth Bridgerton, ele imediatamente começa a tentar desposá-la. Não sem antes traduzir um diário que sua avó italiana deixou. E, num golpe do destino, ele descobriu que Hyacinth conhecia a língua. Com essa aproximação, eles irão descobrir que suas personalidades fortes combinadas acabam num ótimo relacionamento cheio de péssimas intenções.

Muita gente diz que não gosta da Hyacinth, mas eu a acho muito autêntica. Foi um dos livros mais divertidos da série, ao menos para mim. E cheio de ação.

O livro que encerra as histórias de como os irmãos B. conheceram seus companheiros conta a história de Gregory, o filho mais novo. Depois de ver todos os seus irmãos e irmãs casaram-se com pessoas pelos quais eles eram completamente apaixonados, não poderia ser diferente: Gregory sabia que encontraria sua alma gêmea também. E acreditava que saberia ser ela no instante em que a visse. Então, quando ele sente um comichão ao ver uma garota pelas costas, ela entende que é ela. A senhorita Hermione Watson. Ele imediatamente vai atrás dela e a encontra graciosamente desinteressada nele. Decide então aliar-se à sua amiga, a srta. Lucy Abernathy, que estava muito mais aberta a conversar com ele.
Lucy, por sua vez, já estava comprometida com outro homem, por ordem de seu tio. E esse tempo que ela passa ao lado de Gregory torna-se um suplício quando se descobre interessada nele. Irá Gregory perceber a tempo que a garota de seus sonhos não é Hermione?

O oitavo livro dos Bridgertons é sem dúvida uma dos mais fofos e divertidos, com dois dos personagens mais carismáticos, assim como Um perfeito Cavalheiro. É uma história sobre desencontros, como podemos nos enganar no amor e tudo que fazemos por ele. O enredo desse livro é um dos mais misteriosos e legais dos romances de época. Apaixonei-me.

E é isso, pessoal. Espero que tenham gostado do meu resuminho da série e já estejam no clima do encontro. Postarei uma resenha de E viveram feliz para sempre ainda essa semana. Fiquem ligados.
Beijos!

P.S.: Ainda falarei dos Canalhas, Os Bedwyns, Os Rothwells, As Modistas e as Smythe-Smith. :D




9 comentários:

  1. Olá tudo bem ?
    Não li nada ainda desta autora ,comprei o primeiro livro da série este dias pretendo começar a ler em breve .

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  2. Olá Grazy, tudo bem?

    Essa temporada de romances é longa com os livros da Julia Quinn, particularmente não li nenhuma obra dela, talvez no futuro eu faça isso. Sei que gosta muito de livros de romance, acho legal você ser tão eclética. Gostei da publicação!
    Bjuss

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  3. oiii
    eu to indo pro terceiro livro dos Bridgertons eu acabei conhecendo romance de epoca por causa dessa serie, as capas são lindas sempre to procurando romances novos e ainda estou louca pra ler os novos dela que saiu mais so falta tempo mesmo mais logo irei ler.

    bjjj

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  4. Ola
    tudo bem?
    Eu acho a capa desses livros lindas ,mas até hoje não li nada dessa autora.
    Na verdade eu fujo bastante de romances hot e esse parece o tipo de livro que se enquadra nesse genero pelos comentarios.
    Mas ela parece ser uma otima escritora.Gostei do seu resumo dos livros

    Beijos

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  5. Grazi, tudo bem?

    Adoro a escrita da Julia Quinn! Essa série é ótima e fechou com chave de ouro. Sou apaixonada por romances de época e é notável o trabalho que a arqueiro vem fazendo, ao trazer este gênero representado por diversas autoras de peso. Os leitores que ganha, né?

    Beijos,

    Leitoras Inquietas

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  6. nossa, quanta informação sobre a série. pelo jeito vc é mesmo apaixonada pela obra de Julia Quinn ^^
    particularmente não sou fã do gênero... mas é inegável o belo trabalho editorial da Arqueiro na publicação da série aqui no Brasil...
    bjs ^^

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  7. Olá, tudo bem?
    Amei a ideia do post, já aguardo os próximos...rs.
    Esse é o meu gênero favorito, então acompanho todas as séries que a editora já lançou.
    Ainda estou no sexto livro de Os Bridgertons, não quero que acabe...rs.
    Beijos!

    http://excentricagarota.blogspot.com.br

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  8. Oi Grazi, esta série é maravilhosa, amo de paixão esta família. Ao terminar de ler E Viveram Felizes para Sempre, bateu uma saudade enorme deles. felizmente posso reler sempre que quiser.
    Bjs

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  9. Oiii
    Amooo romance de época desde a adolescência e a Julia Quinn escreve como ninguém, esses livros dele são leves e deliciosos de ler, adoro Os Bridgertons.
    Amei o post.

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