20/03/2018

Resenha: Entre a ruína e paixão - Sarah MacLean



Título:
Entre a ruína e a paixão
Autor: Sarah MacLean
Editora: Gutenberg
Páginas: 304
Onde comprar: Saraiva
Sinopse:  Uma noiva desaparecida na véspera de seu casamento. Um poderoso duque acusado de assassinato. Uma noite que mudou duas vidas para sempre. Temple viu seu mundo desmoronar quando acordou completamente nu e desmemoriado em uma cama repleta de sangue. Destituído de seu título e acusado de assassinato, o jovem duque foi banido da sociedade. Doze anos depois, recuperado em sua fortuna e seu poder como um dos sócios do cassino mais famoso de Londres, sua redenção surge quando a única pessoa que poderia provar sua inocência ressurge do mundo dos mortos. Após doze anos desaparecida, Mara Lowe se vê obrigada a reaparecer quando seu irmão perde toda a fortuna da família nas mesas do cassino do homem cuja vida ela arruinou. Temple quer provar a todos que é inocente e, sobretudo, se vingar e destruir a vida daquela mulher, enquanto Mara precisa enfrentar o passado para recuperar seu dinheiro. Assim, os dois formam um acordo obsceno que os une em um jogo de poder e sedução. Mas ambos descobrem que a realidade esconde muito mais do que as aparências revelam e eles se veem em uma encruzilhada na qual precisam escolher entre lavar a honra do passado e garantir o futuro ou ceder ao desejo de se entregarem de vez à irresistível atração que sentem um pelo outro, mas que pode arruiná-los para sempre.




Entre a ruína e a paixão conta a história do terceiro e mais azarado sócio do Anjo Caído. Temple era o Duque de Lamont e vivia uma vida de luxúria, bebedeira e tranquilidade até que seu pai decidiu casar-se com uma jovem dama ruiva. Dama esta que acabou em sua cama pela noite e desaparecida pela manhã, mas com claros indícios de assassinato.  Ele foi então banido da sociedade londrina e decidiu a viver como um pária devido a sua culpa pelo episódio do qual não se lembrava de nada. Assim como Bourne e Cross, Temple foi, então, resgatado pelo misterioso Chase e ajudou a abrir o Anjo Caído, o clube de jogos mais famoso e pervertido de Londres. No clube, Temple lutou durante muitos anos num ringue contra os lordes que queriam uma chance de reaver as fortunas que gastavam nas mesas e acabou tornando-se conhecido como um duque violento, marcando-o como o Duque Assassino. E ele era invencível. Até que uma certa moça de cabelos vermelhos reaparece em sua vida.



O terceiro livro da série O Clube dos Canalhas foi o que levei mais tempo para ler. Não por ser um livro ruim, mas por eu não ter me identificado muito com as motivações de Mara, a garota ‘’assassinada’’. Entendo quem ela se tornou quando precisou fugir, mas não entendo a loucura que cometeu antes. O mistério é muito bem guardado até o final da trama e talvez por isso tenha me cansado um pouco pois a lógica dela fica meio torta durante a maior parte da história. De qualquer forma, da metade para o final o enredo fica muito interessante e quando cheguei a esse ponto, terminei o livro no mesmo dia.

Um grande acerto aqui é novamente utilizar os personagens dos outros livros e suas relações para resolver alguns aspectos da trama, além de jogar muito mais mistério ao redor de Chase. Que personagem instigante! Eu tava doidona pelo livro dele e fiquei mais doidona ainda quando li. Mas isso é para outra resenha xD



A relação entre Mara e Temple começa bem fraquinha, mas melhora com o passar da história quando eles vão aos poucos se conhecendo através do plano de vingança dele. Temple é típico gigante gentil: enorme, violento e forte, mas uma boa pessoa que nos faz torcer pelo seu perdão na sociedade para que possa ter uma família, de preferência com aquela que finalmente decide fazer a coisa certa.

O livro tem diversas cenas eróticas (como os outros) que não se diferem muito das outras. É legal de ler, não é exagerado, mas realmente não vejo a função delas ali no meio. Nos Bridgertons eu via que cada cena dos livros mostrava quem era aquele casal e como eles combinavam, mas aqui as cenas são apenas por causa do gênero do livro mesmo. Nem por isso é ruim. No geral, Entre a ruína e a paixão é mais um ótimo exemplar de Romances de Época, com Sarah MacLean mais uma vez mostrando que é uma das melhores autoras do gênero.


Sobre a edição: Achei alguns erros de revisão ao  longo do livro, mas foram poucos e não atrapalharam a leitura. A disgramação é simples e bonita. Como as outras, as divisões de tempo entre as cenas são separadas por um ícone que caracteriza a mocinha. Nesse é uma máscara de baile :) A capa é linda e as folhas são amareladas e grossas. Tudo de boa qualidade.


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